terça-feira, 1 de janeiro de 2008

resoluções para os 365 (eternos) dias

Andava distraído em seus próprios passos, lentos e tortos. Quando já quase voava - e talvez ele quisesse mesmo voar, ainda que sem asas - pisou num fio no chão e levou um choque. Desconectado, sentiu melhor a brisa na janela, parado por alguns instantes.

Onde estava? O que aconteceu?

Respiração perturbada, estalos na cabeça, descompassos de coração. Olhos fechados, suor frio e ele se percebe tremendo, mas não... dessa vez, no fundo, ele não tem muito medo. Se arrepia por inteiro, e acha graça, ri bobo.

Solto dessa tomada cotidiana, já tão velha e desgastada, ele descobre que sua energia, na verdade, é muito maior do que pensava e já não cabe mais em tão pequenina condução.

Ele, agora, precisa de uma outra - viva, real, orgânica.
E, mais do que nunca, com duas entradas - para os seus infernos e céus.
Sempre juntos, nunca separados.
Num só pulso, numa só vida.

365 ad infinitum...

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