Andava distraído em seus próprios passos, lentos e tortos. Quando já quase voava - e talvez ele quisesse mesmo voar, ainda que sem asas - pisou num fio no chão e levou um choque. Desconectado, sentiu melhor a brisa na janela, parado por alguns instantes.
Onde estava? O que aconteceu?
Respiração perturbada, estalos na cabeça, descompassos de coração. Olhos fechados, suor frio e ele se percebe tremendo, mas não... dessa vez, no fundo, ele não tem muito medo. Se arrepia por inteiro, e acha graça, ri bobo.
Solto dessa tomada cotidiana, já tão velha e desgastada, ele descobre que sua energia, na verdade, é muito maior do que pensava e já não cabe mais em tão pequenina condução.
Ele, agora, precisa de uma outra - viva, real, orgânica.
E, mais do que nunca, com duas entradas - para os seus infernos e céus.
Sempre juntos, nunca separados.
Num só pulso, numa só vida.
365 ad infinitum...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário