terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Eternamente

Olho por este túnel e me recordo como se fosse ontem. Berço esplêndido, e todo o seu mar de graça. Nutrido com esse amor sem fim que me deste desde o primeiro colo, hoje eu sou esse cara com barba na cara, que tanto já viveu e aprendeu com as mazelas da vida, e que tantas vezes quis tanto, tanto... tanto que, por vezes, esquecia do tamanho das proprias pernas e caía. Mas não importa qual era a queda, você tava sempre ali, pronta com esse amor que inunda o meu universo. Sempre.

Hoje podia ser qualquer dia. Mas não foi. Sorrindo de um jeito leve, você me contou que conseguia, aos poucos, entrar no clima do natal, enfim. Conversou comigo no café da manhã, se queixando de incômodos com coisas de família, mas não... nada tirava aquela leveza nem aquele sorriso. E com ele você me deu o meu presente de natal antecipado, seguido por um enorme abraço. Dejà vú. Mal sabia você que esse já era o maior presente que você podia me dar.

Hoje podia ser qualquer dia. Mas não foi.
Amanhã é dia de papai noel, mas é pra você que eu escrevo este texto.
Obrigado por ser quem és.

Te amo, eternamente.